Fruto proibido


Um sorriso iluminado 

No meu quarto assombrado 

Por fantasmas do passado

De tantas dores malogrado


Um desejo danado

De sentir o calor daquele corpo

A maciez da sua pele 

E do beijo o picante sabor


Sei que é um fruto proibido 

Que muito instiga minha libido

Impregna em meu juizo

Como no ouvido um constante zumbido 


Logo na mordida primeira

O doce mel se transforma em amargo fel 

Sinto o frio e duro chão como céu de papelão

Já entregue à loucura derradeira 


Saio de mim e me perco numa rota sem fim

Quero todo dia e toda hora

Me ponho pronta sem demora

Basta ela dizer: te quero agora!


De repente, me afundo em memórias 

Os detalhes não passam de histórias

Que conto em linhas fugazes

Sumindo no ar como simples gases.


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